Menino Deus

Menino Deus
"E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós " (João 1,14)

«Quanto mais Me honrardes, mais Eu vos favorecerei».

Menino Jesus de Praga

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Devoção, Ternura e Amor


"Na gruta de Belém, a Santíssima Virgem tomou reverentemente o Menino Jesus e O estreitou ao peito. Imaginemos os sentimentos de devoção, de ternura e de amor que experimentou Maria ao ver em seus braços o Senhor do mundo, o Filho do Eterno Pai, que se havia dignado fazer-se também Filho d'Ela, elegendo-A como Mãe entre todas as mulheres."

Fonte: "O Rosário, A Oração da Paz" João S. Clá Dias




sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Jesus nos Braços de Maria


Depois do seu nascimento, a Sabedoria Encarnada descansou, como que em seu Trono, nos braços de Maria. Jesus pôs suas complacencias em receber os presentes de seu Natal, no regaço de sua Mãe. Em seus braços, quis ser apresentado no Templo e oferecido ao Pai. Ainda junto ao Coração de sua Mãe, Ele tomou o caminho angustioso do exílio.

Meditação

Prelúdios

I – Vejo o Menino Jesus, sempre nos braços de Maria, a repousar com abandono e confiança.
II – Ensinai-me, Jesus, o caminho tão doce que vos levou aos braços de Nossa Senhora.


I Ponto
Jesus, em seu Natal, nos braços de Maria

Maria é o trono da Eterna Sabedoria. É nela que Jesus ostenta as suas maravilhas e riquezas, e recebe nossas homenagens. Foi nos braços de Maria, que, apenas nascido, Ele quis ser adorado por São Jose, em Belem. Pelos anjos, também, pelos pastorzinhos e pelos reis magos. Todos eles “acharam o Menino com sua Mãe”. Todos, pois, devem ir a Jesus por Maria. Ai dos que se crêem mais santos que José, ou mais puros que os anjos, ou mais incentes do que os pastores, ou mais sábios do que os magos! Ai dos que querem buscar a Jesus sem Maria!

O presente de seu Natal, Jesus os recebeu por Maria. Quando alguem apresenta a Jesus alguma coisa por si mesmo, ou apoiado nas próprias disposições, Jesus examina o presente e, por vezes, o repele, ao encontrá-lo nodoado de amor próprio. Mas, quando lhe oferecemos alguma coisa pelas mãos puras e virginais de sua Amada Mãe, Ele se deixa vencer. Não considera o dom que lhe dão, mas somente a sua mãe que o apresenta, não considera de quem vem aquele mimo, senão por quem Ele o recebe. Este é o conselho de São Bernardo. Queres oferecer alguma coisa pequenina? Oferece-a pelas mãos de Maria, se não queres ser repelido. (Cfr.T.V.D).

II Ponto
Jesus apresentado no templo nos braços de Maria

Todos os primogénitos de Israel deveriam ser ofertados no Templo, ao Pai. Jesus o foi também. Mas, a todos o Pai Celeste perdoava o que a seu Filho não perdoou: o sacrifício de sua vida. Na apresentação, pois, Jesus era Hóstia que se oferecia à imolação. Foi nos braços de Nossa Senhora que Jesus assim se apresentou ao sacrifício. Ele quis que seu altar continuasse a ser aquele regaço imaculado. No Calvário, os braços duros da Cruz não tinham a suavidade terna dos braços de Maria. Mas a Vítima daquele sacrifício dispôs que Maria ali estivesse também, a participar de sua oblação, no santuário íntimo de sua alma. No sacrifício eucarístico dos nossos altares, Maria está também, com seu carinho vigilante...
Ah! Se a soubéssemos atrair sempre junto de nós, na santa comunhão! Se aprendêssemos a oferecer nossos pequenos sacrifícios e imolações na suavidade do altar dos braços de Maria!

III Ponto
Jesus nos braços de Maria, a caminho do Exílio

O Menino Jesus, perseguido de morte, vai para a terra escura do seu exílio entre os pagãos. Mas foge, nos braços de Maria. O calor amoroso daquele regaço virginal Lhe era suficiente amparo, proteção e consolo para as longas viagens, as amarguras da terra estranha, a tristeza dos cultos pagãos.
Não fora, aliáis toda a sua perigrinação pela terra, um grande exílio, longe do céu, sua verdadeira Pátria? Mas, dos trinta e três anos que assim viveu, no desterro, ele escolheu a quase totalidade, - longos trinta anos, para nos ensinar a fazer a vontade do Pai em nossos misteres humildes, na vida do lar, na obscuridade de nossos labores de todos os dias -, longos trinta anos, Ele escolheu ficar em companhia de Maria, o maior atrativo da terra para seu Coração! À imitação do Verbo Encarnado, nosso Chefe e nosso Modelo Supremo,  nós, tambem em terra de exílio, vivamos junto a Nossa Senhora. Em nossas tristezas, perseguições, desolações de coração, por entre o paganismo de nosso ambiente social, busquemos Maria para nosso refúgio e lenitivo. No seu regaço, encontraremos Jesus, e teremos assim o paraíso.


Fonte: Dom Antônio Maria Alves de Siqueira, Consagração a Nossa Senhora (Segundo o Método de São Luis Maria Grignion de Montfort) 

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

A Verdadeira Consagração a Nossa Senhora e Nossa Infancia Espiritual


Nem um passo sequer podemos dar no caminho do Céu, sem que Deus preceda, acompanhe e siga com auxilio de sua graça, assim como ensina o Concílio Tridentino; nem dizer Senhor Jesus – podemos sem o Espirito Santo, como afirma o Apostolo São Paulo (1 Cor 12,3). E pois, nossa incapacidade para as coisas sobrenaturais, nossa ignorancia e debilidade, nossas vacilações e quedas nos reduzem à condição de crianças.

Somos, sim, crianças na ordem da graça, como somos escravos na ordem da natureza. E assim como à natural escravidão convém acrescentarmos a escravidão de amor, assim também a esta forçosa infancia de Espirito havemos de juntar outra, voluntária e querida por nós.

Esta infancia voluntária é, em certo grau, indispensável, porquanto disse Nosso Senhor: Se não vos fizerdes como crianças, não entrareis no Reino dos céus (Mt 18,3). E quanto mais crianças nos fizermos, isto é, quanto melhor imitamos a humildade e simplicidade das crianças e mais nos abandonamos nas mãos de Deus como meninos nos braços de sua mãe, tanto mais cresceremos na vida espiritual, consoante nos ensinam os ascetas e místicos.

É verdade que poderíamos viver esta voluntária infancia espiritual sem a perfeita Consagração a Nossa Senhora. Sem embargo, quanto é dificil ser bons meninos sem a educação maternal!

Quando falta a mãe, há na educação do filho um vazio que mais facilmente se experimenta do que se define, porque se acha no profundo da alma. Pode-se conjeturá-lo ao refletir nas intuições, nas ternuras, nos desvelos, nas finas sensibilidades, nas delicadezas sutis que só se aprendem nos corações das mães.

À direção de Maria devem as almas esse delicado sentido das coisas divinas, essa fina sensibilidade sobrenatural aos toques da graça, sem a qual dificilmente pode alguem chegar a ser perfeito (Lhoumeau). Assim, a ideia de escravo de amor dulcifica-se e se idealiza, confundindo-se com a doce idéia de filho. Não um menino crescido que acaricia mais sua mamãe, e que, entanto, depende menos dela. Mas, um pequenino que, sem ela, não sabe viver.

Montfort canta esta sua idéia, dizendo que os escravos de amor de Maria, dela recebemos em alimento “um leite que é todo Divino”, isto é, a graça de Deus, que, segundo a doutrina da Igreja, nos é dada por Maria. Sim. Dela recebemos sempre todo o alimento espiritual, assim como a criança nos primeiros dias, recebe de sua mãe todo o sustento. Sem essa graça, “não podemos começar, nem continuar, nem concluir nada que sirva para a vida eterna”. E pois, em todos os passos que damos para o céu, Nossa Senhora nos leva pela mão.

Bem podemos aplicar a Ela, as devidas proporções, o que de Jesus Cristo dizia formozamente Fr. Luís de Leão:”Nunca vistes como as mães tomam em suas mãos as suas crianças, e fazem que ponham nos pés dela os seus pezinhos, e assim os abraçam e lhes são, a um tempo, seu chão e sua guia? Ó piedade de Deus! Assim procedeis, Senhor, com nossa fraqueza e nossa infancia. Vós nos estendeis as mãos de vosso favor. Fazeis que coloquemos em vossos bem guiados passos os nossos, fazei que subamos, que nos adientemos. Sustentais nossos passos em vós mesmo, até que, vizinhados de vós como o quereis, com estreito amplexo nos abraçais no céu.”

E porque tudo isto realiza Deus pela intercessão constante de Maria, bem podemos dizer com São Luis Maria Grignon de Montfort, que esta queria Mãe e Senhora a todo passo nos ampara com força, e nos levanta prestes, se, por fraqueza, nos acontece cair.

Fonte: Perez, Vida Mariana, pág.66 ss




segunda-feira, 13 de junho de 2016

Santo Antônio e o Menino Jesus


Certa vez, Santo Antônio precisou de alojamento em Pádua e um senhor nobre, da família dos Condes de Camposampiero, teve a honra de o acolher em sua casa. Uma noite, vendo do lado de fora do quarto de Frei Antônio alguns raios de luz, aproximou-se e viu o Santo segurando nos braços um gracioso Menino que suavemente o acariciava.
Ficou cheio de espanto por tão extraordinária maravilha. Compreendeu que se tratava do Menino Jesus que se tornara vísivel ao Santo para recompensá-lo com celestes consolações pelas fadigas sofridas. Enquanto ainda observava, o Menino desapareceu. Saindo do extâse, Frei Antônio deixou o quarto e dirigiu-se ao dono da casa, dizendo que sabia que ele o havia observado durante a aparição. Pediu então com insistência que não revelasse o que tinha visto. O senhor cumpriu a palavra, somente revelando o fato depois da morte do Santo. A história o tocara profundamente e todas as vezes que a relatava, não conseguia reter as lágrimas.


Fonte: http://www.santoantoniodf.org/padroeiro/milagres-de-santo-antonio/

sábado, 21 de maio de 2016

Deixai vir a mim as criancinhas



Apresentaram-lhe então crianças para que as tocasse; mas os discípulos repreendiam os que as apresentavam.
Vendo-o, Jesus indignou-se e disse-lhes: "Deixai vir a mim os pequeninos e não os impeçais, porque o Reino de Deus é daqueles que se lhes assemelham.
Em verdade vos digo: todo o que não receber o Reino de Deus com a mentalidade de uma criança, nele não entrará."
Em seguida, ele as abraçou e as abençoou, impondo-lhes as mãos.
(Mc 10, 13 -16)

terça-feira, 17 de maio de 2016

Venerável Margarida do Santíssimo Sacramento e o Menino Jesus

Carmelita do convento de Beaune, na França. Esta freira, falecida aos 29 anos, entrou para o convento aos 11 anos como pensionista. Tinha grande familiaridade com os Anjos e Santos e o privilégio de participar de todos os grandes mistérios da Vida do Salvador, como seu Nascimento, Transfiguração e Paixão. Entretanto, recebeu a missão especial de venerar e propagar especialmente a devoção à divina infância de Cristo.

Na noite em que entrou para o convento Jesus se lhe manifesta mediante uma voz, chamando-a “minha pequena esposa” e “esposa do Menino Jesus do presépio”.

"Eu te escolhi para honrar e tornar visível em ti minha infância e minha inocência, quando eu jazia no presépio", disse-lhe o Menino-Deus, quando ela rezava diante de uma imagem sua existente no convento, conhecida como O Rei da Glória.

A Irmã Margarida do Santíssimo Sacramento recebia muitas graças extraordinárias, mediante as quais o Menino Jesus fazia-lhe compreender de um modo mais profundo esse mistério.

Ela fundou a Família do Menino Jesus, convidando todos os que dela quisessem participar a celebrarem com fervor os dias 25 de cada mês, em lembrança da Santa Natividade, e a rezarem a Coroinha do Menino Jesus (três Padre-Nossos e 12 Ave-Marias) em honra dos 12 primeiros anos de sua vida.

Jesus mostrou à dedicada serva o quanto esta prática lhe era agradável: fez-lhe ver, numa revelação, estes pequenos terços brilhando com uma luz sobrenatural, prometendo-lhe que a quem o trouxesse e recitasse com devoção, daria graças especiais, sobretudo de pureza e inocência.

A recitação desta Coroinha obtém prodígios de graças espirituais e temporais, e é um poderoso escudo contra os Espíritos infernais.

O Menino Jesus lhe disse numa de suas aparições:

«Recorre ao meu coração e cada vez que quiseres obter uma graça, não deixes de ma pedir pelo Méritos da minha Santa Infância, porque não ta recusarei.».

«Tudo o que Me pedires pela minha Santa Infância será concedido.»

Para rezar a Coroinha:

http://omeninodeus.blogspot.pt/2015/12/coroinha-do-milagroso-menino-jesus-de.html

quinta-feira, 21 de abril de 2016

MAIOR RIQUEZA - Irmã Kelly Patricia


Do teu seio, Virgem, sai a luz 
Teu Bem-querer, Infante Santo, 
Autor da vida, tua vida. 

Tu, Senhora nossa, vem, 
Introduz-me no teu seio também, 
na intimidade do teu Filho Divino. 

Ah, sejamos um, 
ah, sejamos um, 
ah, sejamos um... 

Do teu seio, Virgem, sai a luz 
Teu Bem-querer, Infante Santo, 
Autor da vida, tua vida. 

Tu, das virgens, a mais bela, 
Divino Cofre dos Tesouros de Deus, 
Concede a mim tua maior riqueza: 

Ah, o teu Jesus, 
ah, o meu Jesus, 
ah, o nosso Jesus. (2x)