Menino Deus

Menino Deus
"E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós " (João 1,14)

«Quanto mais Me honrardes, mais Eu vos favorecerei».

Menino Jesus de Praga

quinta-feira, 28 de março de 2019

Oração do Lobito



Divino Menino Jesus,
nós Vos oferecemos inteiramente o nosso coração.
Enchei-o das Vossas virtudes
e ensinai-nos a imitar-vos.
Nós queremos seguir o Vosso exemplo,
com toda a nossa boa vontade,
para assim, com a ajuda de Maria,
nossa doce Mãe,
crescermos em graça e em idade.

Ámen.

domingo, 19 de agosto de 2018

O Pequeno Embrião Deus



Em uma única imagem a dignidade de um pequeno embrião! Depois de receber o anuncio do anjo, Maria foi imediatamente visitar sua prima Isabel, isso quer dizer que o Menino Jesus era apenas um pequeno embrião, porém enche São João Batista, seu primo e sua mãe com o Espirito Santo. E Isabel ja chama Maria “a Mãe do meu Senhor”:

"Naqueles dias, Maria se levantou e foi às pressas às montanhas, a uma cidade de Judá. 40.Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. 41.Ora, apenas Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança estremeceu no seu seio; e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. 42.E exclamou em alta voz: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. 43.Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor? 44.Pois assim que a voz de tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança estremeceu de alegria no meu seio. 45.Bem-aventurada és tu que creste, pois se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor te foram ditas!" 

São Lucas, 1 - Bíblia Católica Online




sábado, 13 de janeiro de 2018

O Arcebispo Fulton Sheen e a Virgem Maria


Amorosa Senhora, vestida de azul
Ensina-me a rezar!
Jesus, para ti, pequeno filho
Tu sabes como Lhe falar!

Pegavas-Lhe, por vezes, ao colo,
Com ternura e amor sem fim?
Cantavas-Lhe, ao deitar,
Como a minha mãe canta para mim?

Histórias das coisas do Mundo…
Já Lhas tentante contar?
E Ele? Viste-o chorar?

Cuidas que ele se importa,
Se eu lhe contar de mim,
As coisinhas pequenas que vivi?

Ele vai ouvir-me, mesmo baixinho?
Consegue ouvir-me assim?
E fazem som, as asas dos anjos?
Tu, que sabes, diz-me a mim:

Amorosa Senhora, vestida de azul
Ensina-me a rezar!
Jesus, para ti, pequeno filho
Tu sabes como Lhe falar!




segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Maria conservava todas estas palavras, meditando-as em seu coração



Quando, pela primeira vez, tomou nos braços o seu Menino, o Emanuel, Maria discerniu nele uma luz incomparavelmente mais bela do que o sol, sentiu um fogo que nenhuma água teria podido apagar. Recebeu, escondida naquele pequeno corpo que acabava de nascer dela, a luz deslumbrante que ilumina tudo e mereceu ter nos braços o Verbo de Deus, que sustenta tudo quanto existe (Heb 1,3). Como não haveria de se deixar invadir pelo conhecimento de Deus, qual onda transbordando do mar (Is 11,9)? Como não haveria de ficar extasiada, fora de si mesma, elevada às alturas, em admirável contemplação? Como não haveria de se espantar ao ver-se mãe, ela que é virgem, e, cheia de alegria, Mãe de Deus? Maria compreendeu que nela se cumpriam as promessas feitas aos patriarcas, os oráculos dos profetas e os desejos dos seus antepassados, que o esperavam de todo o coração.

Ela vê o Filho de Deus que lhe é entregue; alegra-se por lhe ter sido confiada a salvação do mundo. E ouve o Senhor Deus dizer-lhe no fundo do coração: «Escolhi-te de entre tudo o que criei; abençoei-te entre todas as mulheres (Lc 1,42); entreguei o meu Filho nas tuas mãos; confiei-te o meu Unigénito. Não tenhas medo de amamentar Aquele que geraste, nem de levantar do chão Aquele que deste à luz. Aprende que Ele não é só o teu Deus mas também o teu filho. É meu Filho e é teu filho, meu Filho pela divindade, teu filho pela humanidade que em ti assumiu.» Com que afeto e com que zelo, com que humildade e com que respeito, com que amor e com que devoção não terá Maria respondido a este apelo! Os homens não podem sabê-lo, mas Deus sabe, Ele que perscruta os rins e os corações (Sl 7,10). [...] Feliz daquela a quem foi dado criar Aquele que tudo protege e alimenta, ter nas mãos Aquele que sustém todo o universo.    


Santo Amadeu de Lausana (1108-1159), monge cisterciense, bispo
4.ª homilia mariana

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017



"O Verbo era a Luz verdadeira, que, ao vir ao mundo, a todo o homem ilumina"
(Jo 1,9)

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Hoje vimos maravilhas




São Gregório de Agrigento, Bispo 
Sobre o Eclesiastes, livro 10, 2; PG 98, 1138 




A luz é suave e é bom contemplar o sol com os nossos olhos de carne [...]; é por isso que já Moisés dizia: «Deus viu que a luz era boa» (Gn 1,4). [...] 

Como é bom para nós pensar na grande, verdadeira e indefectível luz «que, ao vir ao mundo, a todo o homem ilumina» (Jo 1,9), isto é, Cristo, o Salvador do mundo e seu libertador. Depois de Se ter revelado ao olhar dos profetas, fez-Se homem e penetrou até às últimas profundezas da condição humana. É dele que fala o profeta David ao dizer: «Louvai a Deus, cantai salmos ao seu nome, abri caminho Àquele que cavalga sobre as nuvens; o seu nome é Senhor! Exultai na sua presença» (Sl 68,5) E ainda Isaías, falando bem alto: «O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; habitavam numa terra de sombras, mas uma luz brilhou sobre eles» (9,1). [...] 

Assim, pois, a luz do sol, vista pelos nossos olhos de carne, anuncia o Sol espiritual da justiça (cf Mal 3,20), o mais suave que alguma vez Se elevou, para aqueles que tiveram a felicidade de ser instruídos por Ele e de O ver com os olhos de carne, enquanto Ele permanecia entre os homens, como um homem vulgar. E, no entanto, Ele não era apenas um homem vulgar, uma vez que tinha nascido verdadeiro Deus, capaz de dar a vista aos cegos, de fazer caminhar os coxos, de fazer ouvir os surdos, de purificar os leprosos e de trazer os mortos à vida com uma simples palavra (cf Lc 7,22).

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Angels Carol - John Rutter (letra e tradução)



Have you heard the sound...
of the angel voices...
ringing out so sweetly...
ringing out so clear?
Have you seen the star...
shining out so brightly...
as a sign from God...
that Christ the Lord is here?
Have you heard the news...
that they bring from heaven...
to the humble shepherds...
who have waited long?
Gloria in excelsis Deo!
Gloria in excelsis Deo!
Hear the angels sing their joyful song.
...
He is come in peace...
in the winter's stillness...
like a gentle snowfall...
in the gentle night.
He is come in joy.
like the sun at morning...
filling all the world...
with radiance and with light.
He is come in love...
as the child of Mary.
In a simple stable...
we have seen his birth.
Gloria in excelsis Deo!
Gloria in excelsis Deo!
Hear the angels singing:
'Peace on earth'.
...
He will bring new light...
to a world in darkness...
like a bright star shining...
in the skies above.
He will bring new hope...
to the waiting nations.
When he comes to reign...
in purity and love.
Let the earth rejoice...
at the Saviour's coming.
Let the heavens answer...
with the joyful morn:
Gloria in excelsis Deo!
Gloria in excelsis Deo!
Hear the angels singin' Christ is born
Hear the angels singin' Christ is born..



Você ouviu o som ...
das vozes dos anjos ...
cantando tão docemente ...
cantando tão claro?
Você viu a estrela ...
brilhando tão brilhantemente ...
como um sinal de Deus ...
que Cristo o Senhor está aqui?
Ouviste as notícias...
que eles trazem do céu ...
aos humildes pastores ...
que esperaram por muito tempo?
Gloria em Excelsis Deo! (Gloria a Deus nas alturas!)
Gloria em Excelsis Deo!
Ouça os anjos cantarem sua música alegre.
...
Ele vem em paz ...
na quietude do inverno ...
como uma queda de neve suave ...
na noite gentil.
Ele veio em alegria.
como o sol de manhã ...
preenchendo todo o mundo ...
com resplendor e luz.
Ele veio em amor ...
como filho de Maria.
Em um estábulo simples ...
nós vimos seu nascimento.
Gloria em Excelsis Deo!
Gloria em Excelsis Deo!
Ouça os anjos cantando:
'Paz na Terra'.
...
Ele trará luz nova ...
para um mundo na escuridão ...
como uma estrela brilhante brilhando ...
acima nos céus.
Ele trará nova esperança ...
para as nações de espera.
Quando ele reinar ...
na pureza e no amor.
Deixe a terra se alegrar ...
na vinda do Salvador.
Deixe os céus responder ...
com a manhã alegre:
Gloria em Excelsis Deo!
Gloria em Excelsis Deo!
Ouça os anjos cantando Cristo nasceu
Ouça os anjos cantando Cristo nasceu ...


sábado, 7 de janeiro de 2017

Meditação de Epifania


A manifestação do Menino Jesus no chamado aos Reis Magos
O Menino Jesus nasce pobre, numa pequena gruta que servia de abrigo para animais. Mesmo assim, os anjos do Céu reconhecem o Pequenino por seu Senhor, mas os homens da Terra deixam-no abandonado. Apenas alguns poucos pastores que estavam nos arredores, avisados pelos anjos, foram ao presépio para O adorar (cf. Lc 2, 16). Porém, o divino Redentor, já quer começar a comunicar-nos a graça da Redenção. Por isso, manifesta-se aos gentios, que menos o conheciam.
O Filho de Deus manda uma estrela iluminar os santos Reis Magos, Melquior, Baltazar e Gaspar, para que venham conhecer e adorar o seu Salvador. “Foi esta a primeira e também a maior graça que Jesus nos deu: a vocação à fé, à qual sucede a vocação à graça, de que os homens se achavam privados”.
O Filho de Deus se faz pobre para nos enriquecer
Os Magos se põem apressadamente a caminho, pois aqueles que são chamados pelo Senhor têm pressa de O encontrar. A estrela do Oriente acompanha Melquior, Baltazar e Gaspar até a gruta, onde está o santo Menino. Chegando à gruta, entram, e quem encontraram? “Invenerunt Puerum cum Maria — Acharam o Menino com Maria” (Mt 2, 11). Eles encontram uma donzela pobre e um menino igualmente pobre, envolto em faixas, sem ninguém para o servir ou amparar.
Ao entrar naquela humilde gruta, os três Reis peregrinos sentem uma alegria nunca antes experimentada. Eles sentem seu coração atraído para aquele Menino tão pequeno. Aquela palha, aquela pobreza, aquele choro de criança recém-nascida, de seu pequeno Salvador, ah! que setas de amor foram para seus corações, que chamas felizes de amor neles se acenderam! “O Menino acolhe-os com sorriso amável, demonstrando assim o afeto com que os aceita entre as primeiras presas da sua Redenção”.
O sublime culto dos Magos ao pequenino Jesus
Os santos Reis olham depois para a Virgem Maria, que permanece silenciosa, mas com semblante no qual reluz uma doçura celeste, acolhe-os e agradece-lhes por terem vindo, os primeiros a reconhecer-lhe o Filho por seu soberano Senhor. Eis que os Reis Magos, silenciosos pelo respeito, adoram o Filho da Virgem e reconhecem-no como Deus, beijando-lhe os pés e oferecendo-lhe os seus presentes; ouro, incenso e mirra (cf. Mt 2, 11). Em união com os santos Reis Magos do Oriente, adoremos o nosso pequenino Rei e Senhor Jesus e ofereçamos-lhe todo o nosso coração.
Vamos adorar o Menino Deus e oferecer-lhe nossos corações
Assim, digamos com os três Reis Magos do Oriente: “Vidimus enim stellam eius in oriente, et venimus adorare eum — Vimos a sua estrela no Oriente, e viemos adorá-lo” (Mt 2, 2).
Jesus Cristo, o Verbo de Deus encarnado, mal acabara de nascer, já quis começar a comunicar-nos as graças da Redenção. Por meio de uma estrela, chama os três Reis Magos: Melchior, Baltazar e Gaspar, – e na pessoa destes a todos nós – a fim de O venerarem. Os Magos do Oriente põem-se logo a caminho e, guiados pela estrela, chegam à Belém, entram na gruta, adoram o Menino Deus e oferecem-lhe seus presentes: ouro, incenso e mirra (cf. Mt 2, 11). “Adoremo-lo nós também, em união com os santos Reis, e ofereçamos-lhe pelas mãos de Maria os nossos corações arrependidos e amantes”.
Oração de Santo Afonso Maria de Ligório ao Menino Jesus
"Ó amável Menino Jesus, ainda que Vos veja nessa gruta, deitado sobre a palha, tão pobre e tão desprezado, a fé ensina-me que sois meu Deus, descido do céu para a minha salvação. Reconheço-Vos por meu soberano Senhor e meu Salvador, mas nada tenho para Vos oferecer. Não tenho ouro de amor, porque amei as criaturas e os meus caprichos, e não Vos amei a Vós que sois infinitamente amável. Não tenho incenso de oração, porque até hoje vivi miseravelmente esquecido de Vós. Não tenho mirra de mortificação, porquanto tantas vezes tenho desgostado a vossa infinita bondade. — Que poderei eu oferecer-Vos?
Ofereço-Vos este meu coração, imundo e pobre como é; aceitai-o e transformai-o. Viestes sobre a terra exatamente para, com o vosso sangue, purificar os corações humanos do pecado e assim transformá-los de pecadores em santos. Dai-me Vós mesmo o ouro, o incenso e a mirra que desejais. Dai-me o ouro do vosso santo amor; dai-me o espírito da santa oração; dai-me o desejo e a força para me mortificar em todas as coisas que Vos possam desagradar. Estou resolvido a obedecer-Vos e a amar-Vos; mas Vós conheceis a minha fraqueza, dai-me a graça de Vos permanecer fiel.
Ó Virgem Santíssima, Vós acolhestes com tamanha benignidade e consolastes os santos Magos, acolhei-me e consolai-me também, agora que venho adorar vosso Filho e consagrar-me inteiramente a ele. Minha Mãe, tenho confiança absoluta em vossa intercessão. Recomendai-me a Jesus. Em vossas mãos deposito a minha alma e a minha vontade; ligai-a para sempre ao amor de Jesus.
“E Vós, ó meu Deus, que por meio de uma estrela manifestastes no dia presente vosso Unigênito aos gentios: concedei propício, que visto já Vos conhecermos pela fé, cheguemos também a contemplar a beleza de vossa majestade. Fazei-o pelo amor desse mesmo Jesus Cristo, vosso Filho”.

Fonte: http://blog.cancaonova.com/tododemaria/uma-meditacao-sobre-a-epifania-do-senhor/ 

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Santo Afonso Maria de Ligório - Sobre a pobreza de Jesus Menino



MEDITAÇÃO XI. 

SOBRE A POBREZA DE JESUS MENINO. 

Céu!! quem não se compadeceria ao ver o filho dum rei nascer em pobreza tal que o obrigasse a abrigar-se numa caverna úmida e fria, a não ter nem leite, nem servos, nem lume, nem mesmo os paninhos necessários para se acalentar? 

Ah! meu Jesus, sois o Filho do Senhor do céu e da terra, e nessa gruta gelada não tendes senão uma manjedoura por berço, um pouco de palha por leito, e miseráveis paninhos para vos cobris! Os anjos vos rodeiam e louvam, mas não trazem nenhum alívio à vossa pobreza. Meu Redentor, quanto mais pobre sois, tanto mais amável vos devemos achar pois abraçastes essa grande pobreza para melhor ganhar o nosso amor. Se tivésseis nascido num palácio, se tivésseis um berço de ouro, se fosseis servido pelos maiores príncipes da terra, inspira-ríeis aos homens mais respeito, mas menos amor; essa gruta em que estais, esses panos grosseiros que vos cobrem, essa palha em que repousais, essa manjedoura que vos serve de berço, oh! como tudo isso obriga nossos corações a amar-vos, tanto mais que vos fizestes tão pobre a fim de vos tornar mais caro aos nossos olhos. “Quanto mais ele se abaixa por mim, exclama S. Bernardo, tanto mais caro me é”. Fizestes-vos pobre para enriquecer-nos dos vossos bens, isto é, da vossa graça e da vossa glória; é S. Paulo que o diz: Ele se fez indigente... a fim de que sua indigência nos enriquecesse. 

A pobreza de Jesus Cristo é para nós uma fonte de grandes riquezas, porque nos move a adquirirmos os bens do céu desprezando os da terra. — Ó meu Jesus, a quantos santos a vossa pobreza fez deixar tudo, riquezas, honras, mesmo coro-as, para viverem pobres convosco. Por favor, ó meu Salvador, desapegai-me também de toda afeição aos bens terrenos, a fim que me torne digno de obter o vosso santo amor e de possuir a vós, Bem infinito! 


Afetos e Súplicas. 

Ó divino Infante, pena que não posso dizer-vos com vosso caro S. Francisco: “Meu Deus, sois tudo para mim!” ou com Davi: Que há para mim no céu? e fora de vós, que posso desejar sobre a terra? Sois o Deus do meu coração, e a minha única herança para a eternidade. Oxalá pudesse, também eu, não desejar no futuro outra riqueza senão a do vosso amor; de maneira que as vaidades do mundo não tivessem mais domínio sobre o meu coração, e só vós fosseis o seu único Senhor, ó meu Bem-amado! Sim, quero começar hoje a dizer-vos: Sois o Deus do meu coração e a minha herança para a eternidade!

Ah! no passado procurei os bens terrestres, e que encontrei? espinhos e fel! Hoje sinto mais contentamento em me achar aos vossos pés, para vos agradecer e amar, do que proporcionaram todos os meus pecados. Uma só coisa me aflige: o te-mor de que me não tenhais ainda perdoado. Mas as vossas promessas de perdoar a quem se arrepende, a pobreza a que vos vejo reduzido por meu amor, a vossa voz que me convida a amar-vos, as lágrimas, o sangue que derramastes por mim, as dores, as ignomínias, a morte cruel que sofrestes para a minha salvação, tudo isso me consola e me faz esperar com segurança o meu perdão. E se ainda me não perdoastes, dizei-me o que tenho a fazer. Quereis me arrependa de minhas iniqüidades, oh! arrependo-me de todo o coração de vos haver ofendido, meu Jesus! Quereis que vos ame? amo-vos mais do que a mim mesmo. Quereis que renuncie e tudo? oh! sim, renuncio a tudo e dou-me todo a vós. Sei que me aceitais; sem isso, não teria nem arrependimento, nem amor, nem desejo de dar-me a vós. Dou-me pois a vós, ó meu Deus, e vós me recebeis; amo-vos e vós me amais. Não permitais que esse nosso mútuo a-mor cesse jamais de nos unir.
Minha Mãe, Maria, obtende-me a graça de amar sempre a Jesus e de ser sempre amado por Jesus.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Exultai todos os cristãos: é o Natal de Cristo!





Sto Agostinho
Celebremos o Natal de Cristo com afluência e solenidade devida. Rejubilem-se os homens, rejubilem-se as mulheres: nasceu Cristo homem, nasceu de uma mulher e ambos os sexos são honrados. Passe, pois, já para o segundo homem, o que no primeiro foi condenado. Inoculara-nos a mulher a morte; nova mulher os deu à luz a vida. Nasceu em semelhança da carne do pecado pela qual seria purificada a carne do pecado.

Rejubilai-vos, jovens clérigos, que escolhestes em seguir de modo particular a Cristo, que não procurastes matrimônio: não veio a vós pelo matrimônio aquele a quem, segundo, encontrastes.

Exultai, virgens consagradas; para vós, a Virgem deu à luz aquele que desposastes sem alteração da virgindade, e que não podeis perder o vosso amado nem concebendo nem dando à luz. Exultai, justos, é o Natal do justificador. Exultai, enfermos, e doentes: é o natal do que dá saúde. Exultai, cativos, servos, é o Natal do Senhor. Exultai, livres: é o Natal do libertador. Exultai, todos os cristãos, é o Natal de Cristo.

Cristo, nascido de mãe, preparou este dia, desde séculos, e foi quem, nascido do Pai, criou todos os séculos. Em seu Natal divino, não pôde ter mãe alguma, nem no natal humano, pai algum. Enfim, nasceu Cristo tanto de pai quanto de mãe, e sem pai nem mãe: Deus, por parte de Pai; homem, por parte de Mãe; Deus, sem mãe; homem, sem pai. Quem, pois, narrará sua geração? (Is 53,8) ou aquela, sem o tempo, ou esta, sem sêmen; aquela, sem início, esta, sem exemplo; aquela, que nunca deixou de ser; esta, que nem antes nem depois existiu; aquela que não tem fim; esta que tem seu início onde tem seu fim. Justo, pois, que os profetas pressagiassem e que os céus e os anjos anunciassem tão grande nascimento.

Foi posto em manjedoura quem encerrava o mundo; e era criancinha e o Verbo. Aquele que os céus não encerram, o ventre de uma mulher levava. Ela governava nosso Rei; levava ela aquele em quem existimos, aleitava nosso pão. Ó manifesta fraqueza e admirável humildade em que assim se ocultou toda a divindade! O poder governava a Mãe, a quem se achava submetido; e aquele que se alimentava aos peitos dela, a alimentava da verdade.

Complete em nós seus dons aquele que não desprezou nossos primórdios; e faça-nos ele próprio filhos de Deus, que por nós quis tornar-se filho do homem.
Sto Agostinho, Sermão CLXXXIV, 2-4, Ofício Marial.
 
Fonte: GRAA

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Contemplando o Menino Jesus


Todos devemos procurar sermos amigos do Menino Jesus e amá-lo como crianças amigas amam: de modo simples e sincero. E, assim como o objeto amado transforma o amante tornando-o semelhante a Si, temos esperança de que o nosso amor ao Menino Jesus nos transforme em meninos bons.
Em função da proximidade do Natal, gostaria de falar-lhes sobre o Menino Jesus.  As meditações sobre o Menino Jesus são profundamente frutíferas, pois, rememorando a inocência do Menino Jesus, fazendo-a presente em nós, é mais fácil termos horror a nossa maldade, ainda tão profundamente enraizada em nossas almas. Trazer à memória a fragilidade e a inocência do Menino Jesus nos ajuda a secar a raiz e a seiva da árvore dos vícios. Sua raiz: o orgulho… a seiva: o egoísmo.

Para sermos amigos do Menino Jesus, temos que frequentar a sua casa, visita-la com diligência e assiduidade. Como bom filho o Menino Jesus está sempre em casa … e nunca disperso. Ora, como o Menino Jesus é hoje um pequeno Menino, sua casa é assistida por sua Mãe, Nossa Senhora. E é Ela – sempre Ela – que nos abre a porta para que possamos brincar e conviver com o Menino. Colocamo-nos assim sob a guarda da Virgem, e só então temos liberdade na casa do Menino. E eis aqui um consolo: brincar com o frágil e pequenino Menino Jesus é – necessariamente – estar sob a proteção do Véu poderoso de Nossa Mãe Santíssima!  E tudo que fazemos … fazemos sob seu olhar zeloso e atento.
Brincar com o Menino Jesus é muito mais do que brincar com aquele garoto, que certamente existe na memória de cada um de nós e que era conhecido como o “dono da bola”. Aquele nos fornecia não somente a ocasião de brincar, como também o procurado brinquedo: a bola. Brincar com o Menino Jesus é brincar com aquele que é dono de tudo, de todas as bolas, de todas as esferas, inclusive as celestes. É brincar com aquele que rege todas as jogadas … todos os ciclos, rege todos os campos e todos os tempos.  E com todo esse poder não deixa de ser … Menino! Como é possível tal milagre? Um Deus Todo Poderoso que se faz menino para que assim não tenhamos dEle medo, mas ao contrário, tenhamos compaixão… Tenhamos um verdadeiro amor. Como Menino não nos ameaça, como Menino ele nos convida para brincar.
É bom termos isso em mente. Afinal, para brincar é necessário um repouso de alma, uma tranquilidade na ordem: é necessário paz, em contraposição à tensão de ânimo necessária para a execução das atividades quotidianas. Ao lado do Menino, temos a disposição de alma necessária para contemplá-lo.
Mas qual será a brincadeira ou jogo que podemos fazer com o Menino Jesus? Jogo com bolas? Com cordas? Com pipas? Afinal, o que é melhor e mais adequado? Com o menino Jesus temos uma brincadeira um tanto diferente… Assim como um pai contempla o seu filho recém-nascido e se admira de cada detalhe de seu ser, do detalhe dos seus olhinhos, de seus dedinhos… Assim também nós com o Menino Jesus contemplamos cada detalhe, meditando. Essa admiração, que nasce do reconhecimento do que o Menino é, faz nascer em nós o desejo de brincar.
E então nos surpreendemos brincando com a criança, brincamos com o delicado toque da ponta dos dedos que busca contemplar também o sorriso da criança… Assim também nós brincamos com o Menino Jesus. Brincamos com Ele contemplando-O… E cada movimento de nossa alma tem por fim desvendar os detalhes daquele Ser espetacular e maravilhoso. Daquele Ser pequenino que encerra em Si toda a perfeição.
Os movimentos que tem origem em nossa alma buscam – naturalmente – o reconhecimento do que a criança é. Esse reconhecimento causa, em nós, ternura. E assim descobrimos mais e mais a inocência da criança. Não satisfeitos com uma brincadeira, repetimos o movimento. As pontas de nossos dedos tocam novamente a criança, na esperança de faze-la sorrir e descobrirmos, então, como são seus movimentos mais delicados e espontâneos.
Brincar com o Meninos Jesus é contempla-Lo. Essencialmente, contempla-Lo. Buscar em seu sorriso delicado e sereno uma compreensão maior sobre o que Ele é… Afinal como é possível o Onipotente ser assim tão frágil, tão pequeno, tão exposto às adversidades do ambiente?
E por fim conquistamos uma esperança renovada e mais profunda com esse brincar… Esperamos que a contemplação de um sorriso tão sábio e inocente possa nos curar de nossa malícia – tão avessa ao Ser inocente do Menino.
Esperamos um dia, no céu, fazer nossa alma retribuir – adequadamente – também com um sorriso tranquilo e sereno ao Menino Deus, a tudo o que Ele nos entregou e deu.
Encerramos assim a visita ao Menino Jesus, saudando a Mãe e Dona da Casa, que tornou possível esse Milagre dos Milagres.
Salve Maria Santíssima!
Bruno Oliveira

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Ó Meu Menino (música de Eurico Carrapatoso)


Letra:


Menino de Pias
Estribilho/Responsório:
Ponde em nós os Vossos olhos,
Misericórdia, amor!
Coplas/Versos:
Ó meu Menino,
Meu doce Jesus,
Ó meu Redentor,
Salvai-me, Senhor!
Ó meu Menino,
Sorrindo na dor,
Quem tudo sustém,
Do mundo Senhor.
Ó meu Menino,
Que pobre que estais,
Na gruta despido,
Por entre animais.


sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Jesus Verbo de Deus - Irmã Kelly Patricia (Letra e Video)


Ó que lindeza és Deus Menino,
do paraíso mimo divino
Em sua face flor da alvorada, brilha da aurora
a cor rosada
Na frontezinha, ó que tesouro, em refulgentes
cachinhos de ouro
E este Menino flor de um só dia, é Deus
eterno! Quem o diria?
O mesmo Verbo fulgor paterno, por quem fez
tudo Deus Pai eterno
Do Onipotente e eterno Filho, que a tudo
anima dá vida e brilho
Toda beleza que a musa e a lira, vão
decantando dele Deus tira 
De Deus fulgores tirou outrora, a linda Virgem
Nossa Senhora
A formosura que o céu ostenta, Dele é
vislumbre que representa
Do anil dos olhos do Filho amado, Deus fez o
belo céu azulado
Tingindo o espaço com mil carinhos, do azul
safira de seus olhinhos
A luz brilhante dos olhos seus, Deus pôs nos
astros que estão nos céus
E são reflexo de seus primores, toda beleza
que têm as flores
Enfim da auréola de seu Jesus, Deus fez os

anjos filhos da luz

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Ladainha do Menino Jesus


Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.
Deus Pai do céu, tende piedade de nós.
Deus Filho Redentor, tende piedade de nós.
Deus Espírito Santo, tende piedade de nós.
Menino Jesus, Filho do Deus vivo, tende piedade de nós.
Menino Jesus, Filho de Maria, tende piedade de nós.
Menino Jesus, Luz eterna, tende piedade de nós.
Menino Jesus, Rei da glória, tende piedade de nós.
Menino Jesus, Sol da justiça, tende piedade de nós.
Menino Jesus, Deus amável, tende piedade de nós.
Menino Jesus, Deus admirável, tende piedade de nós.
Menino Jesus, Deus forte, tende piedade de nós.
Menino Jesus, Deus poderoso, tende piedade de nós.
Menino Jesus, Deus paciente, tende piedade de nós.
Menino Jesus, Deus obediente, tende piedade de nós.
Menino Jesus, Deus da paz, tende piedade de nós.
Menino Jesus, autor da vida, tende piedade de nós.
Menino Jesus, bondoso pastor, tende piedade de nós.
Menino Jesus, tesouro dos fiéis, tende piedade de nós.
Menino Jesus, manso de coração, tende piedade de nós.
Menino Jesus, sabedoria eterna, tende piedade de nós.
Menino Jesus, caminho e vida, tende piedade de nós.
Menino Jesus, alegria dos anjos, tende piedade de nós.
Menino Jesus, príncipe da paz, tende piedade de nós.
Menino Jesus, nossa verdade, tende piedade de nós.
Menino Jesus, nossa esperança, tende piedade de nós.
Menino Jesus, nossa alegria, tende piedade de nós.
Menino Jesus, nossa confiança, tende piedade de nós.
Menino Jesus, nosso Salvador, tende piedade de nós.
Menino Jesus, rei dos patriarcas, tende piedade de nós.
Menino Jesus, ouvi-nos.
Menino Jesus, atendei-nos.

Oremos:
Divino Menino Jesus, a vós recorremos e suplicamos,
pela intercessão de vossa Mãe, a Virgem Maria,
assisti-nos em nossas necessidade.
arrependemo-nos sinceramente de nossas faltas,
ó bondoso Menino Jesus,
e vos imploramos que
nos fortaleceis em nossa jornada.
Doravante, queremos vos servir com toda fidelidade,
e por vosso amor, nos ensine a amar o próximo,
como a nós mesmos.
Vós que sois Deus com o Pai e o Espírito Santo. Amém.


Consagração das Famílias ao Menino Jesus



Divino Menino Jesus, nosso Rei e Senhor, prostrados a vossos pés,
nós vos consagramos as nossas famílias.
Concedei-nos a harmonia da Sagrada Família de Nazaré,
para vos honrarmos com uma vida Santa.
Fazei das nossas famílias modelos de vida cristã e familiar,
construtura de uma nova sociedade e de uma Igreja renovada e acolhedora.
Uni os corações divididos, sede o amor dos esposos,
a ternura das esposas, a dedicação dos pais e o carinho dos filhos.
Consolidai as famílias unidas e abençoai os seus membros
na paz e no amor.
Isto vos pedimos, Vós que sois Deus com o Pai e o Espírito Santo. Amém.