"Rogai por nós Santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos de alcançar as promessas de Cristo"
Menino Deus

"E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós " (João 1,14)
«Quanto mais Me honrardes, mais Eu vos favorecerei».
Menino Jesus de Praga
sexta-feira, 26 de agosto de 2016
terça-feira, 23 de agosto de 2016
Devoção, Ternura e Amor
"Na gruta de Belém, a Santíssima Virgem tomou reverentemente o Menino Jesus e O estreitou ao peito. Imaginemos os sentimentos de devoção, de ternura e de amor que experimentou Maria ao ver em seus braços o Senhor do mundo, o Filho do Eterno Pai, que se havia dignado fazer-se também Filho d'Ela, elegendo-A como Mãe entre todas as mulheres."
Fonte: "O Rosário, A Oração da Paz" João S. Clá Dias
sexta-feira, 12 de agosto de 2016
Jesus nos Braços de Maria
Depois do seu nascimento, a
Sabedoria Encarnada descansou, como que em seu Trono, nos braços de Maria.
Jesus pôs suas complacencias em receber os presentes de seu Natal, no regaço de
sua Mãe. Em seus braços, quis ser apresentado no Templo e oferecido ao Pai.
Ainda junto ao Coração de sua Mãe, Ele tomou o caminho angustioso do exílio.
Meditação
Prelúdios
I – Vejo o Menino Jesus,
sempre nos braços de Maria, a repousar com abandono e confiança.
II – Ensinai-me, Jesus, o
caminho tão doce que vos levou aos braços de Nossa Senhora.
I
Ponto
Jesus,
em seu Natal, nos braços de Maria
Maria é o trono da Eterna
Sabedoria. É nela que Jesus ostenta as suas maravilhas e riquezas, e recebe
nossas homenagens. Foi nos braços de Maria, que, apenas nascido, Ele quis ser
adorado por São Jose, em Belem. Pelos anjos, também, pelos pastorzinhos e pelos
reis magos. Todos eles “acharam o Menino com sua Mãe”. Todos, pois, devem ir a
Jesus por Maria. Ai dos que se crêem mais santos que José, ou mais puros que os
anjos, ou mais incentes do que os pastores, ou mais sábios do que os magos! Ai
dos que querem buscar a Jesus sem Maria!
O presente de seu Natal, Jesus
os recebeu por Maria. Quando alguem apresenta a Jesus alguma coisa por si
mesmo, ou apoiado nas próprias disposições, Jesus examina o presente e, por
vezes, o repele, ao encontrá-lo nodoado de amor próprio. Mas, quando lhe
oferecemos alguma coisa pelas mãos puras e virginais de sua Amada Mãe, Ele se
deixa vencer. Não considera o dom que lhe dão, mas somente a sua mãe que o
apresenta, não considera de quem vem aquele mimo, senão por quem Ele o recebe.
Este é o conselho de São Bernardo. Queres oferecer alguma coisa pequenina?
Oferece-a pelas mãos de Maria, se não queres ser repelido. (Cfr.T.V.D).
II
Ponto
Jesus
apresentado no templo nos braços de Maria
Todos os primogénitos de
Israel deveriam ser ofertados no Templo, ao Pai. Jesus o foi também. Mas, a
todos o Pai Celeste perdoava o que a seu Filho não perdoou: o sacrifício de sua
vida. Na apresentação, pois, Jesus era Hóstia que se oferecia à imolação. Foi
nos braços de Nossa Senhora que Jesus assim se apresentou ao sacrifício. Ele
quis que seu altar continuasse a ser aquele regaço imaculado. No Calvário, os
braços duros da Cruz não tinham a suavidade terna dos braços de Maria. Mas a
Vítima daquele sacrifício dispôs que Maria ali estivesse também, a participar
de sua oblação, no santuário íntimo de sua alma. No sacrifício eucarístico dos
nossos altares, Maria está também, com seu carinho vigilante...
Ah! Se a soubéssemos atrair
sempre junto de nós, na santa comunhão! Se aprendêssemos a oferecer nossos
pequenos sacrifícios e imolações na suavidade do altar dos braços de Maria!
III
Ponto
Jesus
nos braços de Maria, a caminho do Exílio
O Menino Jesus, perseguido de
morte, vai para a terra escura do seu exílio entre os pagãos. Mas foge, nos
braços de Maria. O calor amoroso daquele regaço virginal Lhe era suficiente
amparo, proteção e consolo para as longas viagens, as amarguras da terra
estranha, a tristeza dos cultos pagãos.
Não fora, aliáis toda a sua
perigrinação pela terra, um grande exílio, longe do céu, sua verdadeira Pátria?
Mas, dos trinta e três anos que assim viveu, no desterro, ele escolheu a quase
totalidade, - longos trinta anos, para nos ensinar a fazer a vontade do Pai em
nossos misteres humildes, na vida do lar, na obscuridade de nossos labores de
todos os dias -, longos trinta anos, Ele escolheu ficar em companhia de Maria,
o maior atrativo da terra para seu Coração! À imitação do Verbo Encarnado,
nosso Chefe e nosso Modelo Supremo, nós,
tambem em terra de exílio, vivamos junto a Nossa Senhora. Em nossas tristezas,
perseguições, desolações de coração, por entre o paganismo de nosso ambiente
social, busquemos Maria para nosso refúgio e lenitivo. No seu regaço,
encontraremos Jesus, e teremos assim o paraíso.
Fonte:
Dom Antônio Maria Alves de Siqueira, Consagração
a Nossa Senhora (Segundo o Método de São Luis Maria Grignion de Montfort)
quinta-feira, 11 de agosto de 2016
A Verdadeira Consagração a Nossa Senhora e Nossa Infancia Espiritual
Nem um
passo sequer podemos dar no caminho do Céu, sem que Deus preceda, acompanhe e
siga com auxilio de sua graça, assim como ensina o Concílio Tridentino; nem
dizer Senhor Jesus – podemos sem o Espirito Santo, como afirma o Apostolo São
Paulo (1 Cor 12,3). E pois, nossa incapacidade para as coisas sobrenaturais,
nossa ignorancia e debilidade, nossas vacilações e quedas nos reduzem à
condição de crianças.
Somos,
sim, crianças na ordem da graça, como somos escravos na ordem da natureza. E
assim como à natural escravidão convém acrescentarmos a escravidão de amor,
assim também a esta forçosa infancia de Espirito havemos de juntar outra,
voluntária e querida por nós.
Esta
infancia voluntária é, em certo grau, indispensável, porquanto disse Nosso
Senhor: Se não vos fizerdes como crianças, não entrareis no Reino dos céus (Mt
18,3). E quanto mais crianças nos fizermos, isto é, quanto melhor imitamos a
humildade e simplicidade das crianças e mais nos abandonamos nas mãos de Deus como
meninos nos braços de sua mãe, tanto mais cresceremos na vida espiritual,
consoante nos ensinam os ascetas e místicos.
É
verdade que poderíamos viver esta voluntária infancia espiritual sem a perfeita
Consagração a Nossa Senhora. Sem embargo, quanto é dificil ser bons meninos sem
a educação maternal!
Quando
falta a mãe, há na educação do filho um vazio que mais facilmente se
experimenta do que se define, porque se acha no profundo da alma. Pode-se
conjeturá-lo ao refletir nas intuições, nas ternuras, nos desvelos, nas finas
sensibilidades, nas delicadezas sutis que só se aprendem nos corações das mães.
À
direção de Maria devem as almas esse delicado sentido das coisas divinas, essa
fina sensibilidade sobrenatural aos toques da graça, sem a qual dificilmente
pode alguem chegar a ser perfeito (Lhoumeau). Assim, a ideia de escravo de amor
dulcifica-se e se idealiza, confundindo-se com a doce idéia de filho. Não um
menino crescido que acaricia mais sua mamãe, e que, entanto, depende menos
dela. Mas, um pequenino que, sem ela, não sabe viver.
Montfort
canta esta sua idéia, dizendo que os escravos de amor de Maria, dela recebemos
em alimento “um leite que é todo Divino”, isto é, a graça de Deus, que, segundo
a doutrina da Igreja, nos é dada por Maria. Sim. Dela recebemos sempre todo o
alimento espiritual, assim como a criança nos primeiros dias, recebe de sua mãe
todo o sustento. Sem essa graça, “não podemos começar, nem continuar, nem
concluir nada que sirva para a vida eterna”. E pois, em todos os passos que
damos para o céu, Nossa Senhora nos leva pela mão.
Bem
podemos aplicar a Ela, as devidas proporções, o que de Jesus Cristo dizia
formozamente Fr. Luís de Leão:”Nunca vistes como as mães tomam em suas mãos as
suas crianças, e fazem que ponham nos pés dela os seus pezinhos, e assim os
abraçam e lhes são, a um tempo, seu chão e sua guia? Ó piedade de Deus! Assim
procedeis, Senhor, com nossa fraqueza e nossa infancia. Vós nos estendeis as
mãos de vosso favor. Fazeis que coloquemos em vossos bem guiados passos os
nossos, fazei que subamos, que nos adientemos. Sustentais nossos passos em vós
mesmo, até que, vizinhados de vós como o quereis, com estreito amplexo nos
abraçais no céu.”
E
porque tudo isto realiza Deus pela intercessão constante de Maria, bem podemos
dizer com São Luis Maria Grignon de Montfort, que esta queria Mãe e Senhora a
todo passo nos ampara com força, e nos levanta prestes, se, por fraqueza, nos
acontece cair.
Fonte:
Perez, Vida Mariana, pág.66 ss
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